As pessoas que se sentem oprimidas geralmente acabam se rebelando e exigindo maior liberdade. No entanto, a luta pela liberdade pode ser acompanhada por um preço alto. A chamada Primavera Árabe é um bom exemplo disso.

Tudo começou na Tunísia, mas continuou no Egito, na Líbia e na Síria

Em dezembro de 2010, um vendedor de rua tunisiano foi despojado de sua mercadoria e reagiu publicamente como uma forma de protesto. Milhares de tunisianos levantaram suas vozes contra o presidente da nação para exigir melhores condições de vida e maiores garantias democráticas.

Após dois meses de revolta popular, o governo de Ben Ali foi finalmente derrubado.

Depois do sucesso popular na Tunísia, os egípcios expressaram seu desconforto em 2011 contra o presidente Mubarak. O presidente reprimiu os protestos e fez algumas mudanças em seu governo, mas em pouco tempo Mubarak foi forçado a ceder o poder da nação.

Contagioso do processo revolucionário na Tunísia e no Egipto, a população civil líbia iniciou uma campanha de protestos contra o líder líbio Muammar Gaddafi. A reação do governo foi enérgica e levou a uma guerra civil.

No verão de 2011, os rebeldes tomaram a capital da Líbia e a partir desse momento Gaddafi começou a perder poder.

No final de 2011, Gaddafi foi feito prisioneiro e finalmente executado, encerrando a guerra civil.

Em 2011, na Síria, começaram os primeiros protestos contra o presidente da nação. Uma parte da sociedade civil e do exército pegou em armas contra o presidente sírio e começou uma guerra civil que em 2018 ainda permanece.

Os efeitos da Primavera Árabe na Síria a nível internacional

A guerra civil na Síria tem uma projeção que vai além de suas fronteiras. Nesse sentido, os Estados Unidos, a União Européia e a Liga Árabe apóiam o movimento rebelde e propõem a renúncia do presidente Bashar al-Ásad. Ao mesmo tempo, China, Irã e Rússia apoiam Bashar al-Ásad com armas e financiamento.

Um equilíbrio com luzes e sombras

A Primavera Árabe significou o fim de alguns governos totalitários. No entanto, o Oriente Médio tornou-se uma região economicamente e politicamente instável, com milhares de vítimas e pessoas deslocadas. Ao mesmo tempo, grupos terroristas como o Estado Islâmico aumentaram seu poder.