Com tal denominação, entende-se um acontecimento histórico da Argentina que simboliza o tempo da ditadura militar, em uma terra de violação de direitos e de luta Constante, e da qual se constrói um emblema que honra o desaparecimento de dez estudantes de uma escola secundária da localidade de Buenos Aires da Prata, a noite do 16 de setembro de 1976.

A alegação do estudante que terminou em desaparecimento forçado durante a ditadura argentina

Os estudantes reivindicaram contra a ditadura militar recentemente instalada, e para a supressão do ingresso de estudante, o benefício de viajar de graça em transporte público que tinha sido concedido pelo governo anterior.

Sem dúvida, é um dos mais trágicos acontecimentos da ditadura que governou a Argentina entre 1976 e 1983 e sistematicamente propunha eliminar quem oferecesse oposição: políticos, sindicalistas, trabalhadores e estudantes.

O Sindicato dos Estudantes Secundários realizou uma série de manifestações nos dias que antecederam a noite de 16 de setembro que incomodou o governo que tomou a decisão de desenvolver uma operação policial contra eles que terminou com a detenção ilegal de vários membros, em suas próprias casas

Tortura, 6 desaparecidos e 4 sobreviventes: uma tragédia reconstruída com a chegada da democracia

Dos dez jovens, apenas quatro sobreviveram, os restantes seis desapareceram, uma qualificação foi concedida a todos aqueles que foram detidos ilegalmente neste momento, torturados, assassinados e os seus corpos nunca recuperados; presume-se que eles foram enterrados ou jogados nas águas.

Uma vez que a democracia foi restaurada em 1983, e no contexto dos julgamentos que foram realizados contra os ditadores, os sobreviventes testemunharam sobre esta tragédia.

Julgamento e punição dos culpados

General Ramón Camps e Miguel Etchecolatz, chefe da polícia federal e federal de Buenos Aires, e diretor de operações da polícia de Buenos Aires, respectivamente, foram condenados em 2003 pela comissão de vários crimes contra a humanidade, incluindo: eles, porque eles são responsáveis ​​pela tortura e desaparecimento dos estudantes platenses

Homenagens e reconhecimentos

A história era muito profunda nos corações dos argentinos e por isso foram dadas muitas homenagens, incluindo a legislatura da província de Buenos Aires, em 1998, decretou 16 de setembro como o Dia dos Direitos do Estudante Secundário na Argentina.

Além disso, no texto do decreto, indicava-se que, no referido dia, em todas as instituições educacionais da província, deveriam ser organizadas classes especiais nas quais a história fosse recordada e a democracia fosse reavaliada em oposição à ditadura.

Além disso, foi publicado um livro e feito um filme que narra a trágica história dos estudantes, dirigida pelo diretor Hector Olivera, e que contou com a colaboração de Pablo Díaz, um dos sobreviventes.