Crianças que são assediadas no contexto escolar estão indefesas contra o assédio e insultos de seus ofensores. As crianças podem se sentir especialmente impotentes e desamparadas nesse tipo de situação.

Um menor que recebe insultos, insultos e agressão é muito provável que experimente uma profunda frustração. Esse tipo de experiência pode marcar você para a vida e condicionar seu futuro. Seria um erro pensar que o bullying é um problema menor ou que é algo que não tem nada a ver com a gente.

Todos os adultos são crianças e sabem ou deveriam saber que a infância é muito mais do que apenas jogos e entretenimento.

Os traços e lesões do bullying podem ser superados, mas nem todos conseguem.

Novas tecnologias agudizaram o problema

Conflitos na sala de aula sempre existiram. No entanto, as redes sociais trouxeram uma nova dimensão ao problema. De um celular é possível disseminar imagens vexatórias e, quando isso acontece, a vítima é especialmente indefesa, porque não se sente ameaçada por um, dois ou três colegas, mas por centenas de crianças que ele nem conhece.

É responsabilidade de todos

No bullying existem dois protagonistas: as vítimas e os agressores. No entanto, é um problema que de alguma forma afeta toda a sociedade.

Os pais devem permanecer vigilantes e observar qualquer sinal possível de que seus filhos estão enfrentando um fenômeno de intimidação. Assim, uma mudança no humor, mau desempenho escolar ou distúrbios do sono são possíveis indicadores de que algo ruim está acontecendo com seus filhos.

Embora não haja um protocolo de ação para os pais, quando eles confirmam que uma criança é vítima de assédio, eles têm que agir com determinação. Eles devem ir ao centro educacional e transmitir suas preocupações, a fim de conhecer todos os detalhes.

Do ponto de vista psicológico, eles devem apoiar a criança para que ele não se sinta sozinho diante do perigo.

Os professores também têm um papel fundamental. Além de ensinar os assuntos de maneira profissional, eles precisam ser educadores em um sentido amplo. O melhor antídoto para prevenir casos de bullying é promover valores como cooperação, respeito, empatia e tolerância no contexto escolar.

Ao mesmo tempo, os professores têm que ser treinados para evitar abusos e saber como lidar com eles.

Campanhas contra o assédio

A mídia relata diversas notícias, mas seu trabalho também inclui um compromisso com a sociedade. Campanhas anti-bullying devem ser mantidas por três razões fundamentais:

1) para que os intimidados saibam que não estão sozinhos,

2) para os stalkers terem vergonha do seu comportamento e

3) para que aqueles que não são vítimas nem perseguidores não olhem para o outro lado e dêem um passo em frente denunciando o bullying.

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